quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Salman Rushdie vai publicar as suas memórias.


O romancista inglês de origem indiana Salman Rushdie vai publicar as suas memórias em 2012, com a chancela da Random House, que pagará uma pequena fortuna pelo privilégio. Os termos do contrato não foram divulgados, mas o jornal inglês "The Independent" garante que o valor em causa é da ordem dos milhões de euros. O anúncio foi divulgado na semana passada pela Random House, que tenciona publicar a obra simultaneamente em inglês, alemão e espanhol, distribuindo-a em diversos países, quer em versão impressa, quer nas modalidades de e-book e audiolivro.
Vencedor do Booker Prize e considerado um dos mais importantes ficcionistas da actualidade, Rushdie tornou-se mundialmente famoso no início de 1989, quando o então governante iraniano Ruhollah Khomeini lançou uma "fatwa" contra o escritor, apelando aos crentes muçulmanos para que o assassinassem. Rushdie acabara de publicar "Os Versículos Satânicos",

livro que Khomeini considerou blasfemo e ofensivo para o Islão. Esta ameaça obrigou o romancista a viver anos numa quase clandestinidade, experiência de que nunca falou muito, mas que agora se dispõe a relatar no seu anunciado livro de memórias, no qual abordará também os seus sucessivos casamentos. A modelo, chefe de cozinha e apresentadora televisiva Padma Lakshmi, de quem se divorciou em 2007, era já a sua quarta mulher, depois da agente literária Clarissa Luard, que morreu com um cancro em 1999, de Elizabeth West, ex-assistente editorial da Bloomsbury, e da escritora Marianne Wiggins.(...+AQUI...)

domingo, 31 de outubro de 2010

O Anjo Branco

É um romance histórico centrado na presença dos Portugueses em África e na guerra colonial. Para contar essa grande história, O Anjo Branco conta uma pequena história: a vida de um médico que é enviado para o interior de Moçambique e um dia, ao entrar numa aldeia, vê o que não deveria ter visto.

 Embora uma obra de ficção, O Anjo Branco é um romance inspirado em coisas que realmente aconteceram. O ponto de partida é a vida do meu pai, médico-aviador em Moçambique.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO

sinopse

O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) é um romance de José Saramago que conta a história da vida de Jesus de uma maneira moderna e crítica da religião.
O livro conta uma história humanizada da vida de Jesus e alude a uma sua eventual relação com Maria Madalena (no livro, foi com ela que Jesus "conheceu o amor da carne e nele se reconheceu homem"). Ao adoptar essa perspectiva, de humanização de Cristo, distante da representação tradicional do Evangelho e evidenciando o seu caráter frágil e vulnerável, Saramago coloca que a propagada história da crucificação de Jesus, "um revulsivo forte, qualquer coisa capaz de chocar as sensibilidades e arrebatar os sentimentos", resultou na imposição de "uma história interminável de ferro e de sangue, de fogo e de cinzas, um mar infinito de sofrimento e de lágrimas", de acordo com a sua visão de mundo, segundo a qual “por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o mais horrendo e cruel", e que, "no fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las". Isso levou a que o livro fosse considerado ofensivo por diversos sectores da comunidade católica, a que ele sofresse perseguição religiosa em seu próprio país, e a que o governo português, pressionado pela Igreja Católica e por meio do então Subsecretário de Estado da Cultura de Portugal, Sousa Lara, vetasse este livro de uma lista de romances portugueses candidatos a um prémio literário europeu por "atentar contra a moral cristã".


Prólogo
O sol mostra-se num dos cantos superiores do rectângulo, o que se encontra à esquerda de quem olha, representando, o astro-rei, uma cabeça de homem donde jorram raios de aguda luz e sinuosas labaredas, tal uma rosa-dos-ventos indecisa sobre a direcção dos lugares para onde quer apontar, e essa cabeça tem um rosto que chora, crispado de uma dor que não remite, lançando pela boca aberta um grito que não poderemos ouvir, pois nenhuma destas coisas é real, o que temos diante de nós é papel e tinta, mais nada. Por baixo do sol vemos um homem nu atado a um tronco de árvore, cingidos os rins por um pano que lhe cobre as partes a que chamamos pudendas ou vergonhosas, e os pés tem-nos assentes no que resta de um ramo lateral cortado, porém, por maior firmeza, para que não resvalem desse suporte natural, dois pregos os mantêm, cravados fundo.

[AQUI PODE LER]

CANCIONEIRO DE COIMBRA




VIEIRA, Afonso Lopes, 1878-1946
Cancioneiro de Coimbra
Afonso Lopes Vieira. - Coimbra : França Amado, 1918. - 146 p. ; 14 cm

Cópias Digitais

Cópia pública, 5.1 MB, 1 ficheiro
Cópia pública, 5.1 MB, 6 ficheiros


Pode ler [aqui]

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"APROVEITEM A VIDA"

APROVEITEM A VIDA
António Feio
Com a colaboração de Maria João Costa
Editora: Livros d'Hoje
Data publicação: setembro 2010

“Tenho um tumor gigante no pâncreas. Alguns dos tratamentos conseguiram reduzir um pouco o seu tamanho, mas não o suficiente para poder ser operado. Sei bem o que isso significa.
Neste momento, e porque não há outra forma, vivo um dia de cada vez. Deixei de fazer planos para a frente. Não sei o que me espera no futuro, mas isso agora também não importa, o que interessa é aqui e agora.
Ao longo deste quase último ano e meio percebi que o meu estado de saúde deixou de ser um tema que me diz respeito apenas a mim, à minha família, aos meus amigos e àqueles de quem sou próximo. A minha doença deixou de ser apenas um problema que é meu, de alguma forma deixou de me pertencer. E isto sucedeu aos poucos, à medida que a onda de apoio e solidariedade à minha volta foi crescendo e ganhando forma. Assim nasceu a ideia deste livro.
A mensagem principal que quero deixar às pessoas é que se há um problema é preciso resolvê-lo da melhor maneira, há que não ficar quieto, há que tentar de tudo primeiro, nunca desistir.
Se as pessoas começarem a parar por um momento para olhar para casos como o meu, ou, simplesmente, para a sua própria vida com olhos de ver, talvez comecem a relativizar os seus próprios problemas e possam perceber o que de facto vale a pena na vida. Talvez assim consigem aproveitar melhor.
Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros!”
António Feio

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Miguel Torga


Miguel Torga

Diário XV


Mairos, Chaves, 1 de Setembro de 1989 - Quanto mais chegado a Espanha, mais eu gosto de Portugal. Nestas terras raianas a pátria sente-se nos pés. Quando ela acaba, o piso é outro.


Diário XVI

Montalegre, 1 de Setembro de 1990 - Eram jovens, abordaram-me, gostavam do que escrevi, e queriam saber coisas de mim. Qual era o meu segredo?
- Ser idêntico em todos os momentos e situações. Recusar-me a ver o mundo pelos olhos dos outros e nunca pactuar com o lugar comum.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fidel Castro lança livro de memórias - 'A Vitória Estratégica'

Como sempre nos habituou nos seus discursos "curtos" lança agora um livro de bolso com 800 páginas para um verão que se prevê de muito escaldante....

Cuba

Fidel Castro lança livro de memórias

O dirigente comunista cubano Fidel Castro apresentou na segunda feira, em Havana, um livro de memórias intitulado 'A Vitória Estratégica', noticiou a televisão cubana.

O antigo presidente, que completa 84 anos no próximo dia 13 deste mês, leu extractos e comentou passagens do livro, com mais de 800 páginas, perante dezenas de convidados, incluindo os comandantes da Revolução de 1959 Guillermo Garcia e Ramiro Valdes, e também o ideólogo do Partido Comunista de Cuba, Armando Hart.

'A Vitória Estratégica' relata a batalha vitoriosa do verão de 1958 na Sierra Maestra (sudeste), noticiou a televisão.

O livro inclui também uma "pequena autobiografia", explicando porque razão Fidel Castro, filho de um abastado proprietário de terras de origem espanhola, se tornou revolucionário.