quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Gabriel García Márquez

27 Mil arquivos raros de Gabriel García Márquez
Para download gratuito
Uma viagem pela intimidade de Gabriel García Márquez
Universidade do Texas digitaliza o arquivo do Nobel colombiano e coloca dezenas de milhares de manuscritos, fotografias e outros documentos à disposição na Internet–por Pablo Ximénez de Sandoval*
O General em seu Labirinto. Sétima versão dactilografada. Página 38.  “(…) A pressa sem coração do relógio hexagonal desenfreado para um encontro inelutável depois de amanhã, à uma hora e doze minutos da sua tarde final.” Não, hexagonal, não; o relógio é octogonal. E tampouco a hora fatal seria 13h12, e sim 13h07. Depois de amanhã virou 17 de dezembro na edição publicada. São correcções à mão de Gabriel García Márquez sobre seu próprio manuscrito. Milhares de páginas como esta enchiam o arquivo pessoal do escritor que foi adquirido pela Universidade do Texas há três anos, depois da sua morte. Desde a última segunda-feira, as dúvidas mais íntimas de García Márquez sobre seus próprios textos estão acessíveis online para fãs e pesquisadores.

arquivo digitalizado abrange mais de 27.000 imagens de papéis e fotografias. “Minha mãe, meu irmão e eu sempre tivemos o compromisso de que o arquivo do meu pai chegasse a um público o mais amplo possível”, disse Rodrigo García, filho do escritor, num comunicado da instituição. “Este projeto permite um acesso ainda maior ao trabalho de meu pai, inclusive para a comunidade global de estudantes e pesquisadores.” Essa digitalização – ainda mais em se tratando de um autor contemporâneo desse nível – é uma jóia rara para estudiosos da literatura, já que dá acesso universal a segredos de edição das obras-primas de García Márquez que só ele conhecia.
O projeto permite a busca por palavra-chave nos papéis que haviam ficado guardados nas gavetas do autor. Mas não só. O arquivo inclui uma ferramenta chamada mirante, em que é possível cotejar diferentes versões dos manuscritos. Ou seja, ler o livro inteiro em diferentes versões, uma ao lado da outra, e ver como sua construção evoluiu parágrafo a parágrafo.  Podem ser consultados 134 esboços de romances. Entre as obras digitalizadas estão a 10 versão que fez da sua última obra, Em Agosto nos Vemos, que nunca chegou a considerar pronta para publicar.
Os materiais pertencem a livros protegidos por direitos autorais. A directora de coleções digitais do Harry Ransom Center, Liz Gushee, conta no mesmo comunicado que tudo foi feito “com prévia autorização dos titulares dos direitos”. “O apoio da família de García Márquez tornou possível este importante projeto”, dizem os responsáveis pela iniciativa, que destacam as novas ferramentas digitais para procurar e comparar documentos on-line.
Entre os papéis pessoais também estão digitalizados 22 cadernos em que o escritor colecionava críticas, comentários sobre suas obras e entrevistas à imprensa. As 310 fotos pessoais publicadas incluem personagens como Fidel Castro, mas também fotos de sua infância ou de seus avós, até todos os passaportes expirados que guardou. As descrições podem ser procuradas em inglês e espanhol. A classificação dos materiais em castelhano contou com a ajuda do centro de estudos latino-americanos Benson, da Universidade do Texas.

Gabriel García Márquez, prémio Nobel de Literatura de 1982, morreu em Abril de 2014, aos 87 anos. Seus filhos passaram um ano negociando a venda de seu arquivo pessoal ao prestigioso Harry Ransom Center, uma instituição ímpar, onde acabaram sendo depositados os acervos de James Joyce, Jorge Luis Borges, Ernest Hemingway e Samuel Beckett. Depois do meio século colecionando, o HRC possui mais de 40 milhões de documentos, incluindo mais de 80.000 imagens que podem ser vistas via Internet.
O objetivo era a proteção dos documentos, cadernos e fotos que García Márquez guardou, mas o acesso público sempre foi o objetivo final. “Adquirimos o acervo para torná-lo acessível”, disse o diretor da instituição, Stephen Ennis, ao EL PAÍS na época da aquisição. Esta foi a primeira vez que o HRC adquiriu o arquivo completo de um escritor latino-americano contemporâneo, num esforço da Universidade do Texas em Austin para se situar não só como uma referência da literatura em inglês, mas também como um centro de estudos voltado para a América Latina.
O arquivo foi adquirido por 2,2 milhões de dólares (7,3 milhões de reais, pelo câmbio atual) e chegou a Austin em novembro de 2014. Tudo o que Gabo guardava na sua casa do México ocupava 20 caixas de papelão, incluindo três computadores pessoais. Antes de um ano, os arquivistas já haviam classificado o material em 78 caixas de documentos, 43 álbuns de fotos e 22 cadernos de recortes e notas. Em outubro de 2015, o arquivo foi aberto a pesquisadores na sede do Harry Ransom Center em Austin, que recebe 10.000 estudantes por ano. A partir da última segunda-feira, pela primeira vez, qualquer pessoa conectada à Internet também pode abrir as gavetas do escritório de Gabriel García Márquez e ler seus papéis, suas anotações, suas mudanças e arrependimentos em obras magistrais, e bisbilhotar as fotos pessoais que guardou com ele por toda a vida.
*Originalmente publicado no site El País Brasil.

sábado, 31 de março de 2018

ESTÓRIAS VIVIDAS; RELATOS DE GUERRA DE UM PILOTO DE HELICÓPTEROS EM ÁFRICA



O autor, José Augusto Barrigas Queiroga, major-general piloto aviador na situação de reforma, cumpriu duas comissões de serviço pilotando Alouette III, em Angola e Moçambique, e selecionou da sua memória 16 estórias que muito nos dizem sobre a História do que foi a participação das tripulações destes meios aéreos na guerra naquelas antigas Províncias Ultramarinas nos anos em causa (1967-70 e 1973-75).

EXCERTO DO LIVRO:
Tenho lido, ao longo de anos, narrativas diversas de episódios relativos ao conflito que Portugal travou em África; Como ex-combatente, também eu vivi alguns, mas não tinha tido, até então apetência para os passar a escrito; Achava eu, que não tinham relevância e que ninguém estaria interessado. Há alguns anos atrás, manhã bem cedo, recebi um telefonema de um amigo que não via desde o tempo em que servimos juntos em Angola; o Quintino. Era o dia 1 de Julho, dia comemorativo da nossa Força Aérea. O meu amigo Quintino, então 1Cabo Mecânico de Material Aéreo em Angola, contactou-me, para me lembrar um episódio de guerra que ambos tínhamos vivido nesse dia, durante uma evacuação de feridos em combate, no enclave de Cabinda. Falámos durante muitos minutos e senti uma imensa alegria ao relembrar essa e outras situações vividas. Admiti, então, que outros, que em África combateram, poderiam gostar de recordar comigo esses tempos. Desde aí tomei a decisão de escrever, melhor direi, de fazer uma espécie de �relatório de missão�, de alguns dos episódios que mais me marcaram. E assim nasceu esta publicação!

O tempo passa mas para memória futura fica este livro.

Conheci o autor então nos anos 80, em Tancos era nesse tempo Tcor/Pilav Comandante de Grupo.

sábado, 4 de novembro de 2017

Manuel Alegre: "Os que nos governam não sabem história"

É o primeiro livro de poemas que Manuel Alegre lança após ter recebido o Prémio Camões. Um conjunto de poesias em torno do prior do Crato, que considera ser um protagonista ignorado sem razão.
O intuito pedagógico existe em Auto de António - Último Príncipe de Avis, o mais recente livro de poesia de Manuel Alegre. Explica: "Quero mostrar que na pior hora da história de Portugal o povo não se submeteu [ao domínio dos Filipes], o que custou muitas mortes. Essa figura lendária de D. António, prior do Crato, é um exemplo da insubmissão que não se rende, de alguém que morre longe, em Paris, com dificuldades e de quem nem se sabe bem onde está o seu corpo. VER

terça-feira, 21 de março de 2017

Verão Quente [Bragança]

Foi ontem, mas passaram quarenta e dois anos e ainda hoje sinto o cheiro do queimado que ali bem perto da minha casa um carro novinho, amarelo parecia um ovo estrelado, Toyota ardia no meio de risadas de homens mal calçados que bracejavam e vociferavam palavras incompreendidas ainda por muitos e nem sabiam bem o porque de tal acto.
O casal no início das suas carreiras viu-se afugentado e obrigado a deixar para trás tudo menos o medo que levaram consigo para longe.
Perdi-lhe o rasto até aos anos noventa, soube que andariam pelo Hospital da Figueira da Foz. Hoje possivelmente aposentados a disfrutar daquela que foi também a minha praia.
Este livro fez-me lembrar o quanto quente era o Verão em Bragança.


Em 1975, no auge do Verão Quente, com Portugal à beira de uma guerra civil, Julieta é encontrada inanimada e cega, depois de cair pela escada, na sua casa de família na Arrábida. E, num dos quartos do primeiro andar, são descobertos, já mortos, o seu marido, Miguel, e a sua irmã, Madalena. Seminus e ambos atingidos com duas balas junto ao coração, as suas mortes levam o tribunal a condenar Julieta pelo duplo homicídio. Vinte e oito anos depois, em 2003, a cegueira traumática de Julieta desaparece e ela volta a ver. Começa também a recordar-se de muitos pormenores daquela tarde trágica em que aconteceu o crime, e em conjunto com Redonda, a sua bonita filha, e o narrador da história, vão tentar reconstituir e desvendar o terrível segredo da Arrábida, que destrui aquela família para sempre. Quem matou Miguel e Madalena e porquê? Será que eles eram mesmo amantes, como a polícia suspeitou? Será que Julieta descobriu a traição infiel do marido e da irmã? Ou será Álvaro, ex-marido de Madalena e um dos «Capitães de abril», o mandante daquele crime?  

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Recordando Eugénio de Andrade, nascido 19 de janeiro de 1923

Recordando Eugénio de Andrade, nascido 19 de janeiro de 1923, registo um dos seus mais belos poemas (e são tantos!)
Será este um dos meus favoritos?
    Nascimento19 de janeiro de 1923, Fundão
    Falecimento13 de junho de 2005, Porto

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
E ... se for este outro ... será menos deslumbrante? Não sei ...
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

terça-feira, 24 de março de 2015

A morte ganhou o mestre. Morreu Herberto Hélder

Herberto Hélder Luís Bernardes de Oliveira (FunchalSão Pedro23 de Novembro de 1930 - Cascais23 de Março de 20151) foi um poeta português de ascendência judaica, considerado o "maior poeta português vivo da segunda metade do século XX" até à data da sua morte.2

Biografia
Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira nasceu a 23 de Novembro de 1930 no Funchal, ilha da Madeira, no seio de uma família de origem judaica. Em 1946, com 16 anos, viaja para Lisboa para frequentar o 6º e o 7º ano do curso liceal. Em 1948, matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra e, em 1949, muda para a Faculdade de Letras onde frequenta, durante três anos, o curso de Filologia Romântica, não tendo terminado o curso. Três anos mais tarde regressa a Lisboa, começando por trabalhar durante algum tempo na Caixa Geral de Depósitos e depois como angariador de publicidade, sendo que durante este tempo vive, por razões de ordem vária e pessoal, numa «casa de passe».
Em 1954, data da publicação do seu primeiro poema em Coimbra, regressa à Madeira onde trabalha como meteorologista, seguindo depois para a ilha de Porto Santo. Quando em 1955 regressa a Lisboa, frequenta o grupo do Café Gelo, de que fazem parte nomes como Mário Cesariny, Luiz Pacheco, António José Forte, João Vieira e Hélder Macedo. Durante esse período trabalha como propagandista de produtos farmacêuticos e redactor de publicidade, vivendo com rendimentos baixos. Três anos mais tarde, em 1958, publica o seu primeiro livro, O Amor em Visita. Durante os anos que se seguiram vive em França, Holanda e Bélgica, países nos quais exerce profissões pobres e marginais, tais como: operário no arrefecimento de lingotes de ferro numa forja, criado numa cervejaria, cortador de legumes numa casa de sopas, empacotador de aparas de papéis e policopista. Em Antuérpia, viveu na clandestinidade e foi guia dos marinheiros no sub mundo da prostituição.
Repatriado em 1960, torna-se encarregado das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, percorrendo as vilas e aldeias do Baixo Alentejo, Beira Alta e Ribatejo. Nos dois anos seguintes publica os livros A Colher na BocaPoemacto e Lugar. Em 1963 começa a trabalhar para a Emissora Nacional com redactor de noticiário internacional, período durante o qual vive em Lisboa. Ainda nesse mesmo ano publica Os Passos em Volta e produz A máquina de emaranhar paisagens. Em 1964 trabalha nos serviços mecanográficos de uma fábrica de louça, datando desse ano a sua participação na organização da revista Poesia Experimental. Nesse ano reedita ainda Os Passos em Volta, escreve «Comunicação Académica» e publica Electronicolírica. Em 1966 participa na co-organização do segundo número da revista Poesia Experimental e no ano seguinte publica Húmus, Retrato em Movimento e Ofício Cantante. Data de 1968 a sua participação na publicação de um livro sobre o Marquês de Sade, o que o leva a ser envolvido num processo judicial no qual foi condenado. Porém, devido às repercussões deste episódio consegue obter suspensão de pena, facto este que não conseguiu evitar que fosse despedido da Rádio e da Televisão portuguesas. Refugia-se na publicidade e, posteriormente, numa editora onde desempenha o cargo de co-gerente e director literário. Ainda nesse ano publica os livros Apresentação do Rosto, que foi suspenso pela censura, O Bebedor Nocturno e ainda Kodak e Cinco Canções Lacunares.
Em 1970 viaja por Espanha, França, Bélgica, Holanda e Dinamarca, publicando nesse ano a terceira edição de Os Passos em Volta e escreve Os Brancos Arquipélagos. Em 1971 desloca-se para Angola onde trabalha como redactor numa revista. Enquanto repórter de guerra é vítima de um grave desastre tendo que ser hospitalizado durante três meses. Data ainda desse ano a publicação de Vocação Animal e a produção de Antropofagias. Regressa a Lisboa e parte de novo, desta vez para os E.U.A., em 1973, ano durante o qual publica Poesia Toda, obra que contém toda a sua produção poética, e faz uma tentativa frustrada de publicar Prosa Toda. Em 1975 passa alguns meses na França e Inglaterra, regressando posteriormente a Lisboa onde trabalha na rádio e em revistas, meios restritos de sobrevivência económica. Em 1976, Herberto Helder participa na edição e organização da revista Nova que, sendo posterior à revolução de 25 de Abril de 1974, reconhecia na Literatura portuguesa características que a aproximaram às Literaturas latino-americana, africana e espanhola, declinando uma direcção literária revolucionária cuja actividade não ultrapassou o plano teórico devido à instabilidade política portuguesa que se fazia sentir na altura. Nos anos que se seguiram publicou as obras CobraO Corpo, O Luxo, A Obra e Photomaton e Vox. A última referência encontrada da instabilidade biográfica de Herberto Helder referia-se ao facto de o poeta ter abandonado todas as suas anteriores actividades e de viver no mais cioso dos anonimatos.

Obra

Poesia

  • Poesia – O Amor em Visita (1958)
  • A Colher na Boca (1961)
  • Poemacto (1961)
  • Retrato em Movimento (1967)
  • O Bebedor Nocturno (1968)
  • Vocação Animal (1971)
  • Cobra (1977)
  • O Corpo o Luxo a Obra (1978)
  • Photomaton & Vox (1979)
  • Flash (1980)
  • A Cabeça entre as Mãos (1982)
  • As Magias (1987)
  • Última Ciência (1988)
  • Do Mundo, (1994)
  • Poesia Toda (1º vol. de 1953 a 1966; 2º vol. de 1963 a 1971) (1973)
  • Poesia Toda (1ª ed. em 1981)
  • A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita (2008)
  • Ofício Cantante (2009)
  • Servidões (2013)
  • A Morte Sem Mestre (2014)

Ficção

  • Os Passos em Volta (1963)
  • Apresentação do Rosto (1968).
  • A Faca Não Corta o Fogo (2008).

Referências

  1. Ir para cima
     Coutinho, Isabel (24/03/15). Morreu o poeta Herberto Helder. Visitado em 24/03/15.
  2. Ir para cima
     Universidade Nova de Lisboa Citi.pt.

domingo, 17 de novembro de 2013

Stories do Alentejo



Coordenação
Luis Miguel Ricardo -A história das Stories 

Contos

Antónia Luísa Silva - Sonhando sobre um tapete de Arraiolos
Dora Gago - Eu devo o meu corpo à terra
Fernando Évora - Ladrova
Joaninha Duarte de Cabeção - Ti Pina na rota do carvão
José Teles Lacerda - Entre o Sado e a solidão
Luis Miguel Ricardo -É como andar de pedalêra
Manuela Pina - Um amor mal acabado
Maria Ana Ameixa - Aventura e amizade em Mértola
Maria Morais - O sonho alentejano
Miguel Brito de Oliveira - Tour em Alqueva
Miguel Morais - À sombra de uma olivêra
Vitor Encarnação - A doze léguas de Beja

Estes autores levam-nos a percorrer o nosso Alentejo de uma forma muito própria. 
Da riqueza do seu vocabulário passando pela gastronomia e mergulhando no vasto património este livro amarra-nos até ser completamente devorado "Stories do Alentejo"