domingo, 10 de maio de 2020

"É tempo de ficarmos a saber o que se passou no Alentejo de 1974 a 1976"

A capa do livro (Dom Quixote, 480 págs., €19,90)
"A Reforma Agrária em Portugal", de António Barreto, com prefácio de Maria de Fátima Bonifácio.
Os tempos conturbados da Reforma Agrária
Foto: DR

"Entre 1975 e 1976, o essencial do Alentejo agrário produtivo mudou de mãos. Mais de um milhão de hectares e explorações agrícolas foram ocupados pelos trabalhadores organizados em sindicatos e unidades colectivas de produção. Tudo se passou sob a orientação do Partido Comunista Português, com o apoio das unidades militares da região, do governo, dos funcionários do Ministério da Agricultura e de outros grupos políticos de menor importância. Foi um processo revolucionário rápido que usou de intimidação e terror, mas não, graças à presença das forças armadas, de violência física", escreve António Barreto na introdução.
Este livro é certamente um dos livros mais importantes que se escreveram em Portugal depois do 25 de Abril de 1974. Publicado em 1987, logo na altura fez-se em torno dele um silêncio total. Ninguém comentou e os poucos que o terão lido não se pronunciaram publicamente. O livro, entretanto, levou sumiço: nem por encomenda se encontra nas livrarias, e a editora, Publicações Europa-América, faliu ou desapareceu há meia dúzia de anos, após uma lenta agonia desencadeada em 2004 pela morte do seu fundador e animador, Lyon de Castro.

Em suma: o livro, misteriosamente, eclipsou-se quase logo que apareceu e muito pouca gente terá dado por ele. Não é fácil explicar o que terá motivado este fenómeno bizarro. António Barreto conduz a narrativa desde Abril de 1974 até Julho de 1976; termina-a, portanto, antes de ser nomeado ministro da Agricultura e Pescas em 5 de Novembro de 1976, no I Governo Constitucional presidido por Mário Soares, e também muito antes de elaborar a para sempre chamada "Lei Barreto", aprovada pelo Parlamento na madrugada de 22 de Julho de 1977, da qual se comemora este ano o quadragésimo aniversário.

O livro, que agora se reedita, não é um relatório, não é um ensaio, não é uma justificação pessoal, não é autobiográfico, não é de memórias – é um estudo muito sólido resultante de um longo trabalho de investigação muito sério, que cumpre todas as regras do cânone académico.

(…)
Os tempos conturbados da Reforma Agrária
Foto: DR



Anatomia de Uma Revolução conta-nos como o Partido Comunista se apoderou do Alentejo. A revolução alentejana é um fruto da revolução de Abril, e o território alentejano abeirou-se do estatuto de um estado dentro do Estado. Esta é uma das teses do livro.

Outra é de que a massa do proletariado alentejano, chamada sazonalmente a semear ou ceifar nos latifúndios e nas herdades, nunca tinha estado interessada na posse ou propriedade da terra; a suma e única prioridade desses assalariados miseráveis consistia na segurança do emprego e portanto do salário.

slogan sempre repetido – «a terra a quem a trabalha» – não fazia para eles grande sentido. A solução encontrada pelos sindicatos comunistas foi a aplicação do modelo colectivista das Unidades Colectivas de Produção (UCP), uma réplica fiel do kolkhoz soviético. Graças ao crédito abundantemente concedido pelo Estado, as UCP garantiam as duas coisas – emprego permanente e salário todo o ano. Este é apenas um dos aspectos sob os quais a cooperação do Estado foi vital; sem ela, a revolução alentejana não teria sido possível.

(…)

Durante os governos de Vasco Gonçalves, não só as ocupações foram legalizadas, como foram legisladas as expropriações e as nacionalizações. Afirma Barreto: "Tudo foi feito na prática, e quase tudo na lei, com vista a uma expropriação geral da terra, ou da sua maior parte."

Os responsáveis máximos não se coibiram de incentivar a apropriação de terras privadas. "Os principais actos revolucionários nascem no governo, nas assembleias militares e nos quartéis." Algumas leis de 1975 sobre a reforma agrária assemelham-se a "panfletos políticos" em que a população e os trabalhadores alentejanos são exortados a dar livre curso às suas iniciativas.

Não menos importante, os revolucionários estavam seguros do apoio político do MFA bem como da protecção militar, no terreno, das operações de ocupação. Por vezes verificou-se até muito mais do que protecção: o quartel de Vendas Novas, cujos soldados ostentavam nas boinas a efígie de Che Guevara, chegou a lançar no terreno "brigadas de ocupação" ou "brigadas da reforma agrária".

Outra das teses do livro é a de que, ao contrário do mito que se espalhou, não foram ocupados latifúndios incultos ou terras abandonadas à natureza selvagem. Estas não tiveram procura; dariam muito trabalho a arrotear e a cultivar.

O ministro da Agricultura de Vasco Gonçalves, Oliveira Baptista (26.3.75 a 19.9.75), distribuiu conselhos e indicou critérios: "«Deve-se começar pelas melhores terras»"; deve-se liquidar "«o poder social e económico dos grandes proprietários»"; deve-se ficar com tudo: "«as árvores e meios de produção, todo o equipamento que lá estiver»"; deve-se "«acabar com o latifúndio e com o pequeno agricultor. Não podemos admitir que a reforma agrária faça novos pequenos patrões»".

(…)

António Barreto tem actualmente 74 anos
Foto: Bruno Colaço




Temos de voltar ao silêncio que se fez sobre o livro de António Barreto aquando da sua publicação em 1987. Muito possivelmente, o livro desagradou tanto à esquerda como à direita.

(…)

Anatomia de Uma Revolução conta uma história que é de nós todos, dos que estiveram contra e dos que estiveram a favor da deriva revolucionária desencadeada pelo 25 de Abril; dos que participaram e dos que observaram. É tempo de ficarmos a saber mais exactamente como é que tudo se passou no Alentejo de 1974 a 1976.



Nadejda Mandelstam


“Acho que sei lidar com a raiva e o ódio. Perdi a vontade e a força de senti-los; dá muito trabalho e não resulta em nada.”

A frase conquista o leitor de maneira atemporal, universal — pouco importam as coordenadas históricas e geográficas para a identificação com uma verdade existencial como essa. Mas dita, como é, na voz de Nadejda Mandelstam (1899-1980), esposa e companheira inabalável do poeta Óssip Mandelstam (1891-1938), perseguido, preso, torturado e morto pelo regime stalinista, sua força e sua verdade arrebatam o leitor de modo muito mais vital e concreto. Foi Nadejda (“esperança”, em russo), afinal, quem encarnou o símbolo da mais subtil, da mais abstracta e da mais bela das resistências ao embrutecimento aniquilador do stalinismo — sussurrando, dias e noites a fio, por anos, os versos do marido preso e morto, preservando-lhe a memória, tecendo a história e restituindo verdade ao real. É a essa voz que a escritora paulistana Noemi Jaffe dá vida em O que Ela Sussurra. É Na­dej­da quem narra esse breve e impactante romance, inspirado em uma história verídica. A arte de Noemi, neste seu oitavo livro, confere a ela contornos irre­tocá­veis com seu domínio da linguagem e com a explosão da beleza humana em cada memória preservada, em cada verso evocado, em cada sonho frustrado — mas não traído.
Preso por alguns versos que satirizavam Stalin (o “montanhês do Kremlin com dedos gordos como vermes”), Mandelstam, um dos maiores nomes da literatura do século XX, vivia à sombra da ordem do ditador: “Isolar, mas conservar vivo”. À primeira prisão, que já viera na esteira de anos de ostracismo, seguiu-se a existência empobrecida e humilhada pelo interior da União Soviética, forçado a morar apenas em cidades pequenas e afastadas. Residindo em Voronéj, ali mesmo coube a Nadejda lidar com a perseguição implacável do regime, com as traições várias, com as lealdades poucas, com a miséria renovada, com a loucura suicida e a paranoia justa de Mandelstam. Sobretudo, coube a ela lidar com seus versos. Em cadernos, transcritos ou copiados, vivia a poesia. Até que o isolamento e a precariedade não mais bastaram para atender aos caprichos homicidas de Stalin. Proteção não havia. Preservação era mito. Em 1º de maio de 1938, três homens bateram à porta do casal e levaram Mandelstam. Dessa segunda prisão, o poeta não regressaria.

 “Meu primeiro livro foi Pedra e o último também vai ser”, disse o poeta ao companheiro de gulag, o campo de trabalhos forçados, com quem carregava tijolos só para se exercitar, aludindo ao título de seu livro de estreia. Seriam seus últimos dias antes de morrer e antes que Nadejda Mandelstam recebesse um bilhete para que fosse a um posto de correio para apanhar a devolução de um pacote que enviara ao marido: “Destinatário desaparecido” era o eufemismo para morto. Hoje, a história e seus brutos fatos são conhecidos. Pode-se ler o incontornável Hope against Hope, de 1970, em que Nadejda recupera o calvário de Mandelstam (e dela). Hoje, os versos do poeta são patrimônio de uma humanidade ferida, a que se tem acesso graças à entrega de Nadejda a essa guerra única. Como disse o poeta irlandês Seamus Heaney, ao sussurrar e memorizar a obra do marido, que não poderia correr o risco de ser encontrada em papel, para que os verdugos stalinistas não a destruíssem, Na­dej­da tornara-se uma “guerrilheira da imaginação, devota à causa da poesia”. Hoje, com o nada menos que brilhante O que Ela Sussurra, Noemi Jaffe opera o milagre vital da literatura — paralisa o tempo, como Nadejda o paralisara com as palavras sussurradas do marido, e liberta o trágico casal do rumoroso fluir do tempo. Inscreve-os, assim, sob a forma de uma esperança — como a do nome Nadejda — em papel firme como pedra.
Publicado em VEJA de 13 de maio de 2020, edição nº 2686



sexta-feira, 27 de março de 2020

A cura

Kathleen O ' Meara
Nascimento: 1839, Dublin, Irlanda Falecimento: 10 de Novembro de 1888, Paris, França
Vejam esse poema escrito em.1839.
"Curar": o maravilhoso poema de Kathleen O ' Meara (1839)
(Versos que parecem ter sido escritos para o momento que estamos vivendo...) 

A cura 

E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E as pessoas curaram.

E na ausência de gente que vivia
De maneiras ignorantes
Perigosos, perigosos.
Sem sentido e sem coração,
Até a terra começou a curar
E quando o perigo acabou
E as pessoas se encontraram
Eles ficaram tristes pelos mortos.
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram novas maneiras de viver
E curaram completamente a terra
Assim como eles estavam curados.

Kathleen O ' Meara

sábado, 9 de novembro de 2019

Don Quixote - Miguel de Cervantes


Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

Índice

Parte I

Prefácio do tradutor

Alguns Versículos Comendatórios

Prefácio do autor

Dedicação da Parte I

Capítulo I.

Que trata do caráter e das atividades do famoso cavalheiro Dom Quixote de La Mancha

Capítulo II.

Que trata da primeira Sally, o engenhoso Don Quixote feito em casa

Capítulo III

Onde está relacionado o caminho droll em que Dom Quixote se apelidara de cavaleiro

Capítulo IV

Do que aconteceu com nosso cavaleiro quando ele deixou a estalagem

Capítulo V.

Em que a narrativa do Mishap de nosso cavaleiro é continuada

Capítulo VI

Do escrutínio divergente e importante que o Curate e o barbeiro fizeram na biblioteca de nosso engenhoso CAVALHEIRO

Capítulo VII

Da Segunda Sally de Nosso Digno Cavaleiro Dom Quixote de La Mancha

Capítulo VIII

Da boa sorte que o valente Dom Quixote teve na terrível e inimaginável aventura dos moinhos de vento, com outras ocorrências dignas de serem devidamente registradas

Capítulo IX

Em que é concluída e finalizada a terrível batalha entre o Gallant Biscaia e o valente Manchegan

Capítulo X.

Do agradável discurso que passou entre Dom Quixote e seu escudeiro Sancho Panza

Capítulo XI

O que Befell Don Quixote com certos pastores
Balada de Antonio

Capítulo XII

Do que um pastor de cabras tem a ver com Dom Quixote

Capítulo XIII

Em que termina a história da pastora Marcela, com outros incidentes

Capítulo XIV

Onde estão inseridos os versos desesperados do pastor morto, juntamente com outros incidentes não procurados
O leigo de Crisóstomo

Capítulo XV

Em que está relacionada a infeliz aventura com a qual Dom Quixote se envolveu quando caiu com certos yanguesans sem coração

Capítulo XVI

Do que aconteceu ao engenhoso cavalheiro da estalagem que ele levou a ser um castelo

Capítulo XVII

Em que estão contidos os inúmeros problemas que o bravo Dom Quixote e seu bom escudeiro Sancho Panza enfrentaram na estalagem, que, para seu infortúnio, tomou como castelo

Capítulo XVIII

Em que está relacionado, o discurso que Sancho Panza realizou com seu mestre, Dom Quixote, e outras aventuras que vale a pena relatar

Capítulo XIX

Do discurso perspicaz que Sancho realizou com seu mestre e da aventura que o agradava com um corpo morto, juntamente com outras ocorrências notáveis

Capítulo XX

Das aventuras não examinadas e inéditas alcançadas pelo valente Don Quixote de La Mancha com menos perigo do que qualquer outra já alcançada por qualquer cavaleiro famoso do mundo

Capítulo XXI

Que trata da exaltada aventura e do rico prêmio do capacete de Mambrino, junto com outras coisas que aconteceram ao nosso invencível cavaleiro

Capítulo XXII

Da liberdade que Dom Quixote conferiu a vários infelizes que, contra sua vontade, estavam sendo transportados para onde não desejavam ir

Capítulo XXIII

Do que Befell Dom Quixote na Serra Morena, que foi uma das mais raras aventuras relacionadas nesta história veraz

Capítulo XXIV

Em que continua a aventura da Serra Morena

Capítulo XXV.

Que trata das coisas estranhas que aconteceram ao robusto cavaleiro de La Mancha na Serra Morena e de sua imitação da penitência de Beltenebros

Capítulo XXVI.

Em que são mantidos os refinamentos com os quais Dom Quixote desempenhou o papel de amante na Serra Morena

Capítulo XXVII.

De como o coadjuvante e o barbeiro prosseguiram com seu esquema; Juntamente com outros assuntos dignos de registro nesta grande história

Capítulo XXVIII

Que trata da estranha e deliciosa aventura que agrediu o curador e o barbeiro na mesma serra

Capítulo XXIX.

Que Deleites do Dispositivo e Método Droll Adotados para Livrar Nosso Cavaleiro Apaixonado da Penitência Severa que Ele Impora a Si Mesmo

Capítulo XXX

Que trata do endereço exibido pela Fair Dorothea, com outros assuntos agradáveis ​​e divertidos

Capítulo XXXI.

Da Deliciosa Discussão Entre Dom Quixote e Sancho Panza, Seu Escudeiro, Juntamente com Outros Incidentes

Capítulo XXXII.

Que trata do que a festa de Befell Don Quixote na estalagem

Capítulo XXXIII.

Em que está relacionado o romance de "A curiosidade mal aconselhada"

Capítulo XXXIV

No qual é continuado o romance de "A mal aconselhada curiosidade"

Capítulo XXXV.

Que trata da batalha heróica e prodigiosa que Dom Quixote teve com certas peles de vinho tinto e traz o romance de "A mal aconselhada curiosidade" ao fim

Capítulo XXXVI.

Que trata de incidentes mais curiosos que ocorreram na pousada

Capítulo XXXVII.

Em que continua a história da famosa princesa Micomicona, com outras aventuras divertidas

Capítulo XXXVIII

Que trata do curioso discurso proferido por Dom Quixote em armas e cartas

Capítulo XXXIX.

Em que o cativo relata sua vida e aventuras

Capítulo XL.

Em que a história do cativo é continuada.

Capítulo XLI.

Em que o cativo ainda continua suas aventuras

Capítulo XLII.

Que trata do que mais aconteceu na estalagem e de várias outras coisas que vale a pena conhecer

Capítulo XLIII.

Onde está relacionada a agradável história do Muleteer, juntamente com outras coisas estranhas que aconteceram na estalagem

Capítulo XLIV.

Em que são continuadas as aventuras inéditas da estalagem

Capítulo XLV.

Em que a questão duvidosa do capacete de Mambrino e da sela da matilha é finalmente resolvida, com outras aventuras que ocorreram na verdade e com seriedade

Capítulo XLVI.

Do fim da notável aventura dos oficiais da Santa Irmandade; e da grande ferocidade de nosso digno cavaleiro, Dom Quixote

Capítulo XLVII.

Da maneira estranha em que Dom Quixote de La Mancha foi levado encantado, junto com outros incidentes notáveis

Capítulo XLVIII.

Em que o cânon persegue o assunto dos livros de cavalaria, com outros assuntos dignos de sua inteligência

Capítulo XLIX.

Que trata da conversa perspicaz que Sancho Panza realizou com seu mestre Don Quixote

Capítulo L.

Da controvérsia astuta que Dom Quixote e a Canon realizaram, juntamente com outros incidentes

Capítulo LI.

Que lida com o que o pastor disse aos que estavam levando Don Quixote

Capítulo LII.

Da briga que Dom Quixote teve com o pastor, juntamente com a rara aventura dos penitentes, que com uma grande quantidade de suor ele levou a uma feliz conclusão
No túmulo de Dom Quixote

parte II

Dedicação da parte II.

Prefácio do autor

Capítulo I.

Da Entrevista que o Curate e o Barbeiro tiveram com Dom Quixote Sobre Sua Doença

Capítulo II.

Que trata da altercação notável que Sancho Panza teve com a sobrinha de Dom Quixote, e governanta, juntamente com outros assuntos engraçados

Capítulo III

Da conversa risível que passou entre Dom Quixote, Sancho Panza e o solteirão Samson Carrasco

Capítulo IV

Em que Sancho Panza dá uma resposta satisfatória às dúvidas e perguntas do solteirão Samson Carrasco, juntamente com outros assuntos que vale a pena conhecer e contar

Capítulo V.

Da conversa astuta e droll que passou entre Sancho Panza e sua esposa Teresa Panza, e outros assuntos dignos de serem devidamente registrados

Capítulo VI

Do que aconteceu entre Dom Quixote e sua sobrinha e governanta; Um dos capítulos mais importantes de toda a história

Capítulo VII

Do que aconteceu entre Dom Quixote e seu escudeiro, juntamente com outros incidentes muito notáveis

Capítulo VIII

Onde está relacionado o que Befell Don Quixote a caminho de ver sua senhora Dulcinea Del Toboso

Capítulo IX

Onde está relacionado o que será visto lá

Capítulo X.

Onde está relacionado o dispositivo astuto que Sancho adotou para encantar The Lady Dulcinea e outros incidentes tão lúcidos quanto verdadeiros

Capítulo XI

Da estranha aventura que o valente Don Quixote teve com o carro ou carrinho de "As Cortes da Morte"

Capítulo XII

Da estranha aventura que Befell o valente Don Quixote com o ousado cavaleiro dos espelhos

Capítulo XIII

Em que continua a aventura do cavaleiro do bosque, juntamente com o colóquio sensato, original e tranquilo que passou entre os dois escudeiros

Capítulo XIV

Onde continua a aventura do cavaleiro do bosque

Capítulo XV

Onde é dito e conhecido quem eram o Cavaleiro dos Espelhos e Seu Escudeiro

Capítulo XVI

Do que Befell Dom Quixote com um discreto cavalheiro de La Mancha

Capítulo XVII

Em que é mostrado o ponto mais alto e mais alto que a coragem sem exemplo de Dom Quixote alcançou ou poderia alcançar; Juntamente com a feliz aventura alcançada pelos Leões

Capítulo XVIII

Do que aconteceu com Dom Quixote no castelo ou na casa do cavaleiro do Gabão Verde, juntamente com outros assuntos fora do comum

Capítulo XIX

Em que está relacionada a aventura do pastor apaixonado, juntamente com outros incidentes verdadeiramente engraçados

Capítulo XX

Em que é relatado o casamento de Camacho, o Rico, e o incidente de Basílio, o Pobre

Capítulo XXI

Em que o casamento de Camacho continua, com outros incidentes deliciosos

Capítulo XXII

Onde está relacionada a grande aventura da caverna de Montesinos, no coração de La Mancha, que o valente Dom Quixote levou a um feliz término

Capítulo XXIII

Das coisas maravilhosas que o incomparável Dom Quixote disse que viu na gruta profunda de Montesinos, cuja impossibilidade e magnitude fazem com que essa aventura seja considerada apócrifa

Capítulo XXIV

Onde estão relacionados milhares de assuntos triviais, por mais triviais que sejam necessários para o entendimento correto desta grande história

Capítulo XXV.

Onde está marcada a aventura zurro, e o droll, um dos espectadores de marionetes, junto com as divinações memoráveis ​​do macaco adivinho

Capítulo XXVI.

Em que continua a fantástica aventura do apresentador de marionetes, juntamente com outras coisas na verdade

Capítulo XXVII.

Onde é mostrado quem eram o mestre Pedro e seu macaco, junto com o mishap que Dom Quixote teve na aventura Braying, que ele não concluiu como gostaria ou como esperava.

Capítulo XXVIII

De assuntos que Benengeli diz que quem os ler saberá, se os ler com atenção

Capítulo XXIX.

Da famosa Aventura da Casca Encantada

Capítulo XXX

Da aventura de Dom Quixote com uma caçadora justa

Capítulo XXXI.

Que trata de muitos e grandes assuntos

Capítulo XXXII.

Da resposta Dom Quixote deu seu censor, com outros incidentes, graves e sérios

Capítulo XXXIII.

Do delicioso discurso que a duquesa e suas donzelas mantiveram com Sancho Panza, vale a pena ler e observar

Capítulo XXXIV

Que relata como eles aprenderam a maneira pela qual desencantaram a inigualável Dulcinea Del Toboso, que é uma das mais raras aventuras deste livro

Capítulo XXXV.

Onde continua a instrução dada a Dom Quixote sobre o desencanto de Dulcinea, juntamente com outros incidentes maravilhosos

Capítulo XXXVI.

Onde está relacionada a estranha e não sonhada aventura da duena angustiada, aliás, a condessa Trifaldi, junto com uma carta que Sancho Panza escreveu para sua esposa, Teresa Panza

Capítulo XXXVII.

Onde continua a notável aventura da duena angustiada

Capítulo XXXVIII

Onde é contada a história de seus infortúnios pela angústia angustiada

Capítulo XXXIX.

Em que o Trifaldi continua sua história maravilhosa e memorável

Capítulo XL.

De assuntos relacionados e pertencentes a esta aventura e a esta história memorável

Capítulo XLI.

Da chegada de Clavileno e o fim desta prolongada aventura

Capítulo XLII.

Dos conselhos que Dom Quixote deu a Sancho Panza antes de partir para governar a ilha, juntamente com outros assuntos bem considerados

Capítulo XLIII.

Do Segundo Conjunto de Conselhos, Dom Quixote deu Sancho Panza

Capítulo XLIV.

Como Sancho Panza foi conduzido a seu governo e a estranha aventura que Befell Don Quixote no castelo

Capítulo XLV.

De como o grande Sancho Panza tomou posse de sua ilha e de como ele começou no governo

Capítulo XLVI.

Do Terrível Sino e do Gato que Dom Quixote Ficou no Curso de Cortejo do Altisidora Enamorado

Capítulo XLVII.

Em que continua o relato de como Sancho Panza se comportou em seu governo

Capítulo XLVIII.

Do que Befell Dom Quixote com Dona Rodriguez, a Duena da Duquesa, juntamente com outras ocorrências dignas de registro e lembrança eterna

Capítulo XLIX.

Do que aconteceu Sancho ao fazer a volta à ilha

Capítulo L.

Onde está definido quem foram os encantadores e executores que açoitaram a Duena e beliscaram Dom Quixote, e também o que Befell a página que levou a carta a Teresa Panza, esposa de Sancho Panza

Capítulo LI.

Do progresso do governo de Sancho e outros assuntos interessantes

Capítulo LII.

Onde está relacionada a aventura da segunda duena aflita ou aflita, também chamada Dona Rodriguez

Capítulo LIII.

Do fim e término problemáticos O governo de Sancho Panza chegou a

Capítulo LIV.

Que lida com assuntos relacionados a esta história e a nenhuma outra

Capítulo LV.

Do que Befell Sancho na estrada e outras coisas que não podem ser superadas

Capítulo LVI.

Da batalha prodigiosa e inigualável que ocorreu entre Dom Quixote de La Mancha e os Lacquey Tosilos em defesa da filha de Dona Rodriguez

Capítulo LVII.

Que trata de como Dom Quixote se despediu do duque e do que se seguiu com a espirituosa e impudente Altisidora, uma das donzelas da duquesa

Capítulo LVIII.

Que conta como as aventuras se aproximaram de Dom Quixote em números que não deram tempo para respirar

Capítulo LIX.

Onde está relacionada a coisa estranha, que pode ser considerada uma aventura, que aconteceu com Dom Quixote

Capítulo LX.

Do que aconteceu Dom Quixote a caminho de Barcelona

Capítulo LXI.

Do que aconteceu com Dom Quixote ao entrar em Barcelona, ​​junto com outros assuntos que participam da verdade antes do que da engenhosa

Capítulo LXII.

Que lida com a aventura da cabeça encantada, juntamente com outros assuntos triviais que não podem ser deixados incalculáveis

Capítulo LXIII.

Dos mishap que Befell Sancho Panza através da visita às galés e a estranha aventura da feira Morisco

Capítulo LXIV.

Tratar da aventura, que deu a Dom Quixote mais infelicidade do que tudo o que até então lhe ocorrera

Capítulo LXV.

Onde é sabido quem era o Cavaleiro da Lua Branca; Do mesmo modo, a libertação de Don Gregorio e outros eventos

Capítulo LXVI.

Que trata do que aquele que lê verá ou o que quem o lê lê ouvirá

Capítulo LXVII.

Da resolução Dom Quixote formou para transformar pastor e levar uma vida nos campos enquanto o ano pelo qual ele havia dado sua palavra estava em curso; com outros eventos verdadeiramente deliciosos e felizes

Capítulo LXVIII.

Da aventura arrepiante que Befell Don Quixote

Capítulo LXIX.

Da aventura mais estranha e extraordinária que Befell Dom Quixote em todo o curso desta grande história

Capítulo LXX.

Que segue sessenta e nove e lida com assuntos indispensáveis ​​para a clara compreensão desta história

Capítulo LXXI.

Do que aconteceu entre Dom Quixote e seu escudeiro Sancho a caminho de sua aldeia

Capítulo LXXII.

De como Dom Quixote e Sancho chegaram à sua aldeia

Capítulo LXXIII.

Dos presságios que Dom Quixote teve ao entrar em sua própria vila, e outros incidentes que embelezam e dão cor a essa grande história

Capítulo LXXIV.

De como Dom Quixote se sentiu doente, da vontade que fez e de como morreu