sábado, 21 de julho de 2012

José Hermano Saraiva 1919-2012

José Hermano Saraiva 1919-2012 GC IP (Leiria3 de Outubro de 1919 - Palmela20 de Julho de2012) foi professor e historiador português. Ocupou o cargo de Ministro da Educaçãoentre 1968 e 1970.[1][2][3][4]

Biografia

Terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, cresceu em Leiria, onde frequentou o Liceu Nacional. Posteriormente ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942. Iniciou a sua vida profissional no ensino liceal, que acumulou com o exercício da advocacia. Foi professor e, seguidamente, director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e assistente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (actual ISCSP).
Envolvido na política, durante o Estado Novo, foi deputado à Assembleia Nacional, procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação. Durante o seu ministério, entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição aoSalazarismo, com a Crise Académica de 1969 . Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão, foi exercer o cargo de embaixador de Portugal noBrasil, entre 1972 e 1974.[5]
Com o advento da Democracia, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura apreciada em Portugal, bem como junto dascomunidades portuguesas no estrangeiro, pelos seus inúmeros programas televisivos sobre História de Portugal. Por esse mesmo motivo, tornou-se igualmente numa figura polémica, porque a sua visão da História tem sido, por vezes, questionada pelo meio académico.[carece de fontes]
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (atual Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.[6]
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP1[7].
Foi o irmão do professor António José Saraiva[8] e tio do jornalista José António Saraiva. Foi também sobrinho, pelo lado da mãe, deJosé Maria Hermano Baptista, militar centenário, (n. 1895 - m. 2002, viveu até aos 107 anos) o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.ºMarquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.

Distinções especiais

[editar]Obra

Orações académicas editadas pela Academia das Ciências de Lisboa
  • Testemunho Social e Condenação de Gil Vicente (1976);
  • A Revolução de Fernão Lopes (1977);
  • Elementos para uma nova biografia de Camões (1978);
  • Proposta de uma Cronologia para a lírica de Camões (1981-82):
  • Evocação de António Cândido (1988);
  • No Centenário de Simão Bolívar (1984);
  • A crise geral e a Aljubarrota de Froyssart (1988).
Trabalhos pedagógicos
  • Notas para uma didáctica assistencial (1964);
  • Aos Estudantes (1969);
  • Aspirações e contradições da Pedagogia contemporânea (1970);
  • A Pedagogia do Livro (1972);
  • O Futuro da Pedagogia (1974).
Trabalhos jurídicos
  • O problema do Contrato (1949);
  • A revisão constitucional e a eleição do Chefe do Estado (1959);
  • Non-self-governing territories and The United Nation Charter (1960);
  • Lições de Introdução ao Direito (1962-63);
  • A Crise do Direito (1964);
  • Apostilha Crítica ao Projecto do Código Civil (1966);
  • A Lei e o Direito (1967).
Trabalhos históricos
  • Uma carta do Infante D. Henrique (1948);
  • As razões de um Centenário (1954);
  • História Concisa de Portugal (1978), trad. em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês;
  • História de Portugal, 3 Vols – Direcção e co-autoria (1981);
  • O Tempo e a Alma, 2 Vols (1986);
  • Breve História de Portugal (1996);
  • Portugal – Os Últimos 100 anos (1996);
  • Portugal – a Companion History (1997);
Para uma História do Povo Português
  • Outras maneiras de ver (1979);
  • Vida Ignorada de Camões (1980);
  • Raiz madrugada (1981);
  • Ditos Portugueses dignos de memória (1994);
  • A memória das Cidades (1999).

[editar]Programas de televisão


Foi jurista, ministro da Educação e autor de obras como a "História Concisa de Portugal"
Era também membro das academias das Ciências de Lisboa, da Marinha e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
Licenciado em Histórico-Filosóficas (1941) e em Ciências Jurídicas (1942), exerceu também advocacia
Com reconhecida capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura
A sua colaboração com a RTP começou em 1971 com o programa "Horizontes da Memória
Na área da História, publicou cerca de 20 títulos. Na foto, com Luís Figo na apresentação da obra "Douro Património Mundial"
Hermano Saraiva era uma presença assídua na TV. Na foto, com o ator brasileiro Lima Duarte em programa de Herman José
José Hermano Saraiva dirigiu também uma outra História de Portugal em seis volumes, publicada em 1981
O autor morreu em sua casa, aos 92 anos, em Palmela


quinta-feira, 12 de julho de 2012

“Carta de despedida aos amigos” - GABRIEL GARCIA MARQUEZ

GABRIEL GARCIA MARQUEZ – “Carta de despedida aos amigos”


“Se por um instante Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros páram, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate…
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”
Gabriel Garcia Marquez

Obra

Prémios e condecorações

sábado, 16 de junho de 2012

A GUERRA SECRETA DE SALAZAR EM ÁFRICA



Prefácio de Luís Da Costa Correia.
Aginter Press
Uma rede internacional de contra-subversão e espionagem sediada em Lisboa.
Em 1963, começou a operar em Portugal uma agência de imprensa chamada Aginter Press. O seu director era Yves Guillou, que usava, entre outros, o nome Yves Guérin-Sérac. O seu número dois chamava-se Robert Leroy. Veio a descobrir-se mais tarde - particularmente depois do 25 de Abril de 1974 -, através de documentação encontrada nos seus arquivos, que a agência se tratava, na realidade, de uma cobertura para um conjunto de acções secretas, algumas a realizar em Portugal e outras noutros países europeus, mas especialmente em África e mais tarde na América Latina. Essas operações secretas ou de cobertura tinham todas as características da guerra subversiva, no âmbito duma rede terrorista internacional, fascizante e de cruzada anticomunista.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

"Lisboa - A Guerra das Sombras na Cidade da Luz, 1939-1945" de Neill Lochery

Um dos períodos da nossa história que mais me fascina é sem dúvida a época que antecedeu o meu nascimento – os anos do Regime Salazarista.
Talvez pela parca informação que recebemos na escola, ou porque simplesmente foram tempos complicados pelos quais tiveram de passar os nossos familiares diretos - avós, pais e tios - é um prazer enorme poder levantar um bocadinho do véu que cobre essa época.
Os testemunhos na primeira pessoa ainda são relativamente fáceis de angariar, mas são facilmente manchados pelo teor pessoal e pelas contradições, que a meu ver nos mantêm na obscuridade.
Uma das grandes perguntas que me colocava era como conseguiu Salazar manter a imparcialidade perante uma situação de guerra na Europa e ao mesmo tempo lucrar com isso. 
Todo esse jogo de cintura, a verdadeira arte da política ministrada por Salazar, é-nos explicado neste livro. 
Simultaneamente, somos apresentados a uma Lisboa extraordinária, a Cidade da Luz, palco de espionagem internacional e cenário de refúgio idílico para muitos refugiados.
Um livro estrondoso que nos demonstra, de uma forma extremamente fácil de entender ao mesmo tempo que bem documentada, o que o trabalho de Salazar nessa época significou para este pequeno jardim à beira mar plantado.

Tenho de referir igualmente a qualidade desta edição. Adoro a capa, está deveras bem conseguida. Lisboa aparece-nos como se estivesse envolvida numa aura de mistério. E para completar somos presenteados com um bloco de fotografias que nos ajudam a visualizar melhor esta ou aquela personalidade ou evento. 
Neill Lochery é doutorado em Ciências Políticas pela Universidade de Durham. É um conceituado especialista em história política de Israel, do Médio Oriente e do Mediterrâneo. Colabora regularmente como comentador na imprensa televisiva internacional e é autor de cinco livros e de inúmeros artigos para jornais e revistas. Atualmente é responsável pela cadeira de Política Israelita na UCL (University College London) e divide o seu tempo entre Londres, Lisboa e o Médio Oriente.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Toda a obra poética de Fernando Pessoa para download

O portal Domínio Público disponibilizou para download a poesia completa de Fernando Pessoa. Embora sem uma ordem cronológica adequada e com edições repetidas, o acervo contempla toda a obra conhecida do poeta português. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade. É considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. Seus poemas mais conhecidos foram assinados pelos heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de um semi-heterônimo, Bernardo Soares, que seria o próprio Pessoa, um ajudante de guarda-livros da cidade de Lisboa e autor do “Livro do Desassossego”, uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século XX. Além de exímio poeta, Fernando Pessoa foi um grande criador de personagens. Mais do que meros pseudônimos, seus heterônimos foram personagens completos, com biografias próprias e estilos literários díspares. Álvaro de Campos, por exemplo, era um engenheiro português com educação inglesa e com forte influência do simbolismo e futurismo. Ricardo Reis era um médico defensor da monarquia e com grande interesse pela cultura latina. Alberto Caeiro, embora com pouca educação formal e uma posição anti-intelectualista (cursou apenas o primário), é considerado um mestre. Com uma linguagem direta e com a naturalidade do discurso oral, é o mais profícuo entre os heterônimos. São seus “O Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e os “Poemas Inconjuntos”.  O crítico literário Harold Bloom, em entrevista à revista “Época”, afirmou que a obra de Fernando Pessoa é o legado da língua portuguesa ao mundo. Para acessar: http://bit.ly/ffoF7T

terça-feira, 27 de março de 2012

“Taroza”


Um livro onde a mistura do pincel se confronta com as palavras.
Ao abri-lo entro no atelier de granito das portas escurecidas pelo tempo uma delas entreaberta que nos leva a percorrer cada página como uma ferocidade como se a fome estivesse presente.
A data da dedicatória escolhida entre tantos números deste Inverno sem inferno peca pela distancia não poderia ser melhor escolhida, 11/11/11.
Passo os olhos pelo prefácio de “Alfredo Pasolino” que a determinada altura nos diz: …“Na pintura, a imagem produz não só metáfora mas também uma poética fundada na simplicidade expressiva:”…
Sigo para primeira pintura onde o olhar me deixa alguns momentos interiorizar o pensamento que lhe vai na alma desse homem de cores vivas. Por detrás o primeiro poema de um livro rico em momentos e paixões.
“A ARTE
A arte
provoca,
desperta,
apura,
sensibiliza
o estado de arrebatamento
das várias faculdades
que o ser humano possui,
tornando-o menos egoísta
e menos ignorante,
tornando-o mais de tudo
e mais de todos,
tornando-o assim
num ser mais pensante
e muito mais universal.”
Ali mesmo do outro lado da página, “O Cavalo” a força que nos transmite  a elegância do passo a robustez do seu corpo  e de seguida a “Dança”trás-nos a passagem para o próximo poema,
 “Anjos da Guerra”
O pé ,
pequenino,
descalço, (…)”
E assim vamo-nos envolvendo na deliciosa mistura das cores com as palavras. E sem querer terminar o livro o autor (António João Tavararela A. Queiroz Aguiar)dedicado à sua Mãe o ultimo poema.
“TE ABRAÇO SENHORA MINHA MÃE”

domingo, 25 de março de 2012

Morreu Tabucchi

Morreu Tabucchi, o escritor italiano que escolheu Portugal
25.03.2012 - 14:00 Por Sérgio B. Gomes, João Pedro Pereira, Nicolau Ferreira

Antonio Tabucchi tinha 68 anos  
Antonio Tabucchi tinha 68 anos (Carlos Lopes)
O escritor italiano Antonio Tabucchi morreu de cancro, em Lisboa, aos 68 anos. Tabucchi tinha uma longa ligação com Portugal e era considerado um dos nomes maiores da literatura europeia. 

Autor de livros como “Afirma Pereira” (1994), obra premiada e que foi adaptada ao cinema com Marcello Mastroianni no papel principal, e "Notturno Indiano" (1984), era também professor de Língua e Literatura Portuguesas na Universidade de Siena.

Um último livro de Tabucchi, "O Tempo Envelhece Depressa", será editado no próximo mês pela Dom Quixote.

Nascido em Pisa, em 1943, cresceu numa pequena povoação próxima daquela cidade. Filho de um comerciante de cavalos, estudou línguas e filosofia, antes de decidir viajar pela Europa. Em Paris, na Sorbonne, descobriu, traduzida para francês, uma colectânea de poemas de Fernando Pessoa (que incluía a "Tabacaria"), por cuja obra se apaixonou, decidindo estudar português para melhor compreender o poeta.

Tabuchi conhecia Portugal desde os 22 anos e considerava-o o seu "país de adopção". É autor de ensaios sobre o trabalho de Pessoa e, com a companheira, Maria José de Lencastre, traduziu e dirigiu a edição italiana dos textos do autor.

“Veio a Portugal no princípio dos anos 60, conheceu vários portugueses, entre os quais Alexandre O’Neill, de quem ficou muito amigo. A partir daí nunca mais perdeu de vista Portugal. Casou-se com uma portuguesa”, recordou Maria da Piedade Ferreira, a primeira editora de Antonio Tabucchi, então na Quetzal, e que recentemente voltou a trabalhar com o escritor na Dom Quixote.

O livro “Afirma Pereira", um romance político sobre um jornalista português em finais da década de 1930 que vivia alheado da ditadura salazarista, valeu-lhe dois prémios italianos – Via Reggio e Campiello – e o prémio internacional Jean Monet.

Em 1991, escreveu, directamente em português, o romance "Requiem. Uma alucinação", que se passa em Lisboa e no qual um autor italiano se encontra com o espírito de um poeta português já morto.

Segundo Maria da Piedade Ferreira, a cultura portuguesa está muito reflectida na primeira fase da obra do autor, principalmente o Portugal anterior ao 25 de Abril. “Toda a obra dele está ligada a Portugal.”

“Tabucchi foi um embaixador da cultura portuguesa na Itália e na França”, acrescentou, dando como exemplo o caso da editora Christian Bourgois, que publicou os seus livros em França e que começou a editar a obra de Fernando Pessoa no final da década de 1980.

Entre outras obras, Antonio Tabucchi escreveu uma comédia teatral sobre Pessoa. Recebeu o Prémio Médicis, por “Notturno Indiano”. “Pequenos equívocos sem importância”, “Une baule pieno di gente”, “Os últimos três dias de Fernando Pessoa”, “A cabeça perdida de Damasceno Monteiro” e “Está a fazer-se cada vez mais tarde” são outros títulos do autor.

Segundo Maria da Piedade Ferreira, o último livro de Tabucchi, ainda por publicar, é um conjunto de nove histórias que estão relacionadas “com a passagem do tempo, com a memória”. Nos próximos três anos, a Dom Quixote vai lançar onze livros de Tabucchi, entre novidades e reedições, avançou a editora.

O autor escrevia regularmente na imprensa e era um acérrimo defensor da liberdade de expressão. Em 2009, foi processado pelo presidente do Senado italiano, Renato Schifani, na sequência de um artigo publicado no jornal "L'Unità", no qual o escritor se colocara ao lado de um jornalista que, no mesmo jornal, notara que os perfis sobre Schifani não mencionavam as ligações do político a pessoas condenadas por laços à máfia. O processo acabou por não ser concluído.

No ano passado, o escritor cancelou a sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty, no Brasil, como protesto pela decisão da justiça italiana de não extraditar o italiano Cesare Battisti, um ex-activista de extrema-esquerda condenado em Itália a prisão perpétua, e que foge da justiça italiana há 30 anos. Em 2010, Tabuchi tinha também cancelado a particpação, na sequência de uma decisão do então Presidente brasileiro, Lula da Silva, que usara poderes presidenciais para evitar a extradição de Battisti.
Tabuchi estava internado no Hospital da Cruz Vermelha. O funeral irá decorrer na próxima quinta-feira, em Lisboa.
Notícia actualizada às 16h12. Notícia corrigida às 17h21.
O nome da editora é Maria da Piedade Ferreira e não Maria Piedade Pereira, como estava escrito. Data da publicação do livro "Afirma Pereira" alterada de 1993 para 1994.

Os livros de Antonio Tabucchi
1975 - "Piazza d'Italia"

1981 - "Il Gioco del Rovescio"

1983 - "Donna di Porto Pim e Altre Storie"

1984 - "Notturno Indiano"

1985 - "Piccoli Equivoci Senza Importanza"

1986 - "O fio do Horizonte"

1987 - "Os Voláteis do Beato Angélico"

1988 - "Chamam ao Telefone o Sr.Pirandello"

1988 - "O Tempo Aperta"

1991 - "L'angelo Nero"

1992 - "Sonhos de Sonhos"

1992 - "Requiem. Uma alucinação"

1994 - "Afirma Pereira"

1994 - "Os três últimos dias de Fernando Pessoa"

1997 - "A Cabeça Perdida de Damasceno Monteiro"

1997 - "Marconi, se bem me lembro"

1997 - "A Gastrite de Platão"

2000 - "Os Ciganos e o Renascimento"

2003 - "Está a Fazer-se cada Vez mais Tarde"

2003 - "Tristano Morre"

2012 - "O Tempo Envelhece Depressa"