
- Estou à procura de um livro, o Assim Falava Zaratruta
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Espólio do escritor disputado pela Biblioteca Nacional de Israel
Em vida, Franz Kafka entregou tudo o que tinha escrito ao amigo Max Brod. Com uma recomendação: que destruísse tudo depois da sua morte. Max Brod desobedeceu-lhe. Agora, 86 anos depois da morte do escritor de Praga, manuscritos e desenhos que fez – e que estiveram guardados durante cinco décadas no cofre de um banco na Suíça – vão ser levantados. Aguarda-se uma batalha legal pelos direitos da obra.
Por:A.M.R. com Lusa
O espólio de Kafka estava, até ao momento, à guarda das herdeiras de Max Brod – Ruth e Eva Hoffe – mas as autoridades israelitas reclamam-no, justificando a pretensão com o facto do escritor ter nascido no seio de uma família judia.
Segundo os israelitas, a obra – que inclui os manuscritos originais dos contos ‘Um Médico Rural’, ‘Um Sonho’ e ‘Preparativos de uma Boda no Campo’ ou ainda a famosa ‘Carta ao Pai – devia estar na Biblioteca Nacional de Israel.
Nascido em 1883 em Praga, Franz Kafka cresceu numa encruzilhada cultural: influenciado pelas culturas judaica, checa e alemã, foi autor de uma obra de grande originalidade que viria a influenciar toda a escrita do Século XX.
Em 1902 conheceu Max Brod, a quem entregará o seu trabalho, pedindo-lhe que o destrua após a sua morte – que ocorreu em 1924, no sanatório Kierling, Áustria, onde estava internado devido à tuberculose.
Devido ás constantes mudanças nos critérios, finalidades e execução dos objectivos vou ficar pelo 3º volume do pré-escolar....acredito que no final desta legislatura consiga acabar o volume 4º do pré-escolar e dar início ao 1º volume de um conjunto mais alargado do Básico se nessa altura ainda tiver esta designação.

É o único texto que Lídia Jorge escreveu, até agora, para teatro. Editado pelas Publicações Dom Quixote, em 1997, no preciso momento em que a peça foi levada ao palco pelo encenador Carlos Avilez, no Teatro Nacional Dona Maria II. A Maçon é a dramatização da vida de Adelaide Cabete, célebre médica maçona dos finais do século XIX , princípio do Século X, uma feminista de vanguarda cujo carácter e biografia fazem da sua figura um símbolo do empenho de uma mulher insubmissa, nos tempos controversos da Primeira República. A peça centra-se num determinado dia da vida da protagonista e chama para a acção encontros com figuras do seu presente e do seu passado, criando através dos diálogos, ora emotivos ora simbólicos, um ambiente entre o histórico e o onírico. Mais do que uma peça escrita em sintonia com as opções das mulheres, A Maçon acaba por ser um texto sobre a recuperação da memória para a construção da liberdade individual e colectiva.
Trata-se de um texto escrito para teatro, com marcas narrativas muito evidentes.
Actualmente, a edição, que teve a comparticipação da Sociedade Portuguesa de Autores, encontra-se esgotada.

Foto (Miguel Madeira) Matilde Rosa Araújo (1921-2010)