domingo, 22 de maio de 2011

Eugénio Lisboa




Eugénio Lisboa (Lourenço Marques, 25 de Maio de 1930 —) é um ensaísta e crítico literário português.
Nascido em Lourenço Marques (Moçambique), em 1947 vai para Lisboa por força da sua formação académica e das obrigações do serviço militar. Licenciou-se em 1953 em Engenharia Elctrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico. Em 1976, vai para França onde é adjunto do director mundial de exploração na Compagnie de Française des Pétroles. O ramo petrolífero foi a sua especialidade profissional durante vinte anos (1958-78). Mas, entre 1974-78, acumulou essa actividade com a docência, que exerceu nas Universidades de Lourenço Marques, Pretória (1974-75) e Estocolmo (1977-78), onde regeu cursos de Literatura Portuguesa. Na Suécia foi também o coordenador do ensino da língua portuguesa. Diplomata, exerceu, durante dezassete anos consecutivos (1978-95), o cargo de conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal em Londres e presidiu à Comissão Nacional da UNESCO de 1996 a 98.
Crítico e ensaísta, dedicou exigente atenção à obra de José Régio a partir de José Régio: Antologia, Nota Bibliográfica e Estudo (1957). Ainda em Moçambique, co-dirigiu com Rui Knopfli cadernos literários de jornalis desafectos ao regime, casos de A Tribuna e A Voz de Moçambique. A generalidade dos ensaios que escreveu e publicou em Moçambique foram coligidos nos dois volumes de Crónica dos Anos da Peste (1973 e 1975; tomo único desde 1996). Fez teatro radiofónico no Rádio Clube de Moçambique, a partir de textos de Jean Racine, Ibsen e José Régio. Colaborou em numerosas revistas e jornais moçambicanos - Diário de Moçambique, Notícias da Beira, Objectiva, Paralelo 20 - e portugueses - Jornal de Letras, A Capital, Diário Popular, O Tempo e o Modo, Colóquio-Letras, Nova Renascença, Oceanos, Ler, entre outras. É professor da Universidade de Aveiro.
É Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nottingham, do Reino Unido (1988). Foi distinguido com o grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Eugénio Lisboa usou os pseudónimos Armando Vieira de Sá, John Land e Lapiro da Fonseca.

Manuel António Pina - Prémio Camões

Manuel António Pina
Nascimento 18 de Novembro de 1943 (67 anos)
Sabugal, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação escritor, jornalista, cronista
Prêmios Prémio Camões (2011)
  •  1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil);
  • 1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia);
  • 1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil);
  • 1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil);
  • 1978 - Aquele que quer morrer (poesia);
  • 1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia);
  • 1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia);
  • 1983 - "Os dois ladrões" (teatro);
  • 1984 - "Nenhum sítio" (poesia);
  • 1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) ;
  • 1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil);
  • 1986 - Os piratas(ficção);
  • 1989 - "O caminho de casa" (poesia);
  • 1987 - "O inventão" (teatro);
  • 1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia);
  • 1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia);
  • 1993 - "Farewell happy fields" (poesia);
  • 1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil);
  • 1994 - "Cuidados intensivos" (poesia);
  • 1994 - "O anacronista" (crónica);
  • 1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil);
  • 1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro);
  • 1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia);
  • 1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil);
  • 2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia);
  • 2001 - "A noite" (teatro);
  • 2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil);
  • 2002 - "Poesia reunida" (poesia);
  • 2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro);
  • 2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica);
  • 2003 - Os livros (poesia);
  • 2003 - "Os papéis de K." (ficção);
  • 2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil);
  • 2005 - "Queres Bordalo?" (ficção);
  • 2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil);
  • 2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas);
  • 2008 - "Gatos" (poesia);
  • 2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro).
 
    

terça-feira, 12 de abril de 2011

" ECONOMIA, MORAL e POLÍTICA "

VITOR BENTO E O SEU ÚLTIMO LIVRO" ECONOMIA, MORAL e POLÍTICA "

Sabem quem é Vitor Bento?
É um notável economista, um analista de referência, conselheiro de Estado, que acaba de lançar um livro de leitura obrigatória : "Economia, Moral e Política ". Vejam se consultam esta obra pois ela irá esclarecer muitas das vossas dúvidas." A situação actual é o resultado dos erros da condução política...." Claro que já o tinham intuido mas ele esclarece e fá-lo com notável propriedade.
Ontem à noite , na entrevista em questão, assistimos , uma vez mais, a todo um exercício de camuflagem ideológica que seria ridículo se não fosse patético.
O que leva este homem, " o rosto da crise em Portugal",- no dizer do próprio- , a persistir nesta total identificação / colagem a fundamentalismos que não podem ser seus ?
Fidelidade?
Submissão?
Cegueira?

Mais moral na vida política   
Desejam, mais que nunca os portugueses.
Os políticos são os principais culpados da actual crise económica internacional, porque criaram as condições para ela se instalar, disse o economista e conselheiro de Estado, Vítor Bento.
Vítor Bento, que apresentou recentemente o livro Economia, Moral e Política, publicado pela Fundação Francisco Soares dos Santos, considerou que a crise resultou de uma crise de valores morais, mas que os políticos falharam nas escolhas que fizeram.
«No livro olhei para a crise internacional não apenas do ponto de vista estritamente económico, mas enquanto erupção de uma crise de valores da própria sociedade. Há muitos factores que contribuíram, mas uma delas é o facto de hoje vivermos numa sociedade onde os valores materiais são a referência comum, que quase toda a gente subscreve», afirmou.
O economista considerou que, no caminho para a crise, uns têm mais culpa do que outros, destacando neste grupo de maiores culpados, «políticos, banqueiros, gestores em geral», que tinham a obrigação de saber que as escolhas que faziam «conduziriam a caminhos errados», além da obrigação de limitar a possibilidade dos indivíduos fazerem escolhas erradas.
«Em última instância, os políticos têm sempre mais culpas, porque têm a obrigação de gerir a casa comum, de ver melhor e mais longe. Enquanto os outros elementos privilegiam muito o seu interesse particular, os políticos têm a obrigação de colocar o interesse comum acima de tudo, de estar no cimo da torre com uma visão mais ampla e, portanto, limitar os estragos que os interesses particulares possam fazer», afirmou.
«Os políticos que aparentemente surgem agora como quem tem que limpar a sujidade feita pela crise, foram grandes responsáveis na criação das condições que levaram à crise», acrescentou.
Garantindo que não quer assumir o papel de juiz, «e muito menos de juiz da moralidade», Vítor Bento disse que o livro que agora lançou é uma forma de arrumar as ideias, de «estruturar o conhecimento» num processo próprio de aprendizagem e reflexão sobre a relação entre a economia, a moral e a política.
«A forma de regulação económica, em si, é amoral, mas o comportamento das pessoas não é. Essa é que é grande questão. Não é a economia que se deteriora, é o quadro de moralidade de uma sociedade que aceita comportamentos que, de outra forma, não teria aceite», defendeu.
«Quando a economia leva por maus caminhos, é porque o quadro de moralidade permite esses caminhos», disse ainda o professor de economia.
Lusa/SOL